Thursday, November 16, 2017

Adicionando Opções de Resolução de Tela no Linux

O camando xrandr é um utilitário de configuração do X Window, framework básico para construção de diversos padrões de interfaces gráficas no estilo desktop. O xrandr permite a (re)configuração do X Window dinamicamente, isto é, sem necessidade de reiniciar o servidor. Você também pode obter informações técnicas sobre o monitor e o ambiente gráfico em geral tais como resolução, refresh rate, etc.

Execute camando xandr sem parâmetros e veja todos os outputs (geralmente monitores) conectados ao sistema e alguns detalhes técnicos de cada, como as resoluções:
~ $ xrandr
Screen 0: minimum 8 x 8, current 1680 x 1050, maximum 32767 x 32767
VGA1 connected 1680x1050+0+0 (normal left inverted right x axis y axis) 477mm x 268mm
   1680x1050     59.95*+  
   1280x1024     75.02    60.02  
   1152x864      75.00  
   1024x768      75.03    60.00  
   800x600       75.00    60.32  
   640x480       75.00    59.94  
   720x400       70.08  
VIRTUAL1 disconnected (normal left inverted right x axis y axis)
A saída do comando mostra um VGA1 conectado e a resolução marcada com * e + indicam a que está sendo usada no momento e a preferencial, respectivamente.
Com essas informações, você pode definir uma opção de resolução diferente para o monitor (desde que ela esteja disponível). Por exemplo você pode adicionar a resolução 1920x1080 com o seguinte comando:
~ $ cvt 1920 1080
# 1920x1080 59.96 Hz (CVT 2.07M9) hsync: 67.16 kHz; pclk: 173.00 MHz
Modeline "1920x1080_60.00"  173.00  1920 2048 2248 2576  1080 1083 1088 1120 -hsync +vsync

Repare em todo trecho que vem após modeline. Copie-o e cole como parâmetro para o comando xrandr:
$ xrandr --newmode "1920x1080_60.00"  118.25  1600 1696 1856 2112  900 903 908 934 -hsync +vsync

Em seguida, execute novamente:
~ $ xrandr --addmode VGA1 "1920x1080_60.00"

A partir deste ponto a nova resolução 1920x1080 já estará disponível em suas configurações de monitor. Caso seu desktop seja um XFCE, por exemplo, você poderá encontrar a nova opção em settings/display a partir do menu inicial, como a janela abaixo:



Wednesday, November 1, 2017

DataSource no servidor WildFly utilizando JPA, JSF, Maven e Eclipse: parte 2

Criando uma aplicação Java para acessar o DataSource

Dando sequência à parte 1 deste artigo onde configuramos o datasource no servidor WildFly 10, agora criamos a aplicação.
Abra o Eclipse e crie um Novo Projeto Maven (File/New/Other.../Maven Project). Marque a opção Create a Simple Project e Next:


Informe as propriedades do projeto e na combobox Packaging escolha war. Finish:


Vá em propriedades do projeto. No painel esquerdo selecione Project Facets. No painel direito marque as opções CDI, JPA e Java Server Faces. Mais à direita, na aba Runtimes marque WildFly. Clique em Apply e OK:



No arquivo pom.xml adicionamos as dependências do JPA (hibernate):
<project xmlns="http://maven.apache.org/POM/4.0.0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"
 xsi:schemaLocation="http://maven.apache.org/POM/4.0.0 http://maven.apache.org/xsd/maven-4.0.0.xsd">
 <modelVersion>4.0.0</modelVersion>
 <groupId>TestDataSource</groupId>
 <artifactId>TestDataSource</artifactId>
 <version>0.0.1-SNAPSHOT</version>
 <packaging>war</packaging>
 <dependencies>
  <dependency>
   <groupId>org.jboss.logging</groupId>
   <artifactId>jboss-logging</artifactId>
   <version>3.3.1.Final</version>
   <scope>provided</scope>
  </dependency>
  <dependency>
   <groupId>org.apache.commons</groupId>
   <artifactId>commons-lang3</artifactId>
   <version>3.6</version>
  </dependency>
  <dependency>
   <groupId>org.hibernate</groupId>
   <artifactId>hibernate-validator</artifactId>
   <version>6.0.2.Final</version>
   <scope>provided</scope>
  </dependency>
  <dependency>
   <groupId>org.hibernate</groupId>
   <artifactId>hibernate-core</artifactId>
   <version>5.2.10.Final</version>
   <scope>provided</scope>
  </dependency>
  <dependency>
   <groupId>org.hibernate</groupId>
   <artifactId>hibernate-entitymanager</artifactId>
   <version>5.2.10.Final</version>
   <scope>provided</scope>
  </dependency>
  <dependency>
   <groupId>com.lowagie</groupId>
   <artifactId>itext</artifactId>
   <version>2.1.7</version>
   <scope>compile</scope>
  </dependency>
 </dependencies>
</project>

Na pasta META-INF o eclipse já cria para nós o arquivo persistence.xml dentro do qual informamos alguns parâmetros do JPA, como o nome do data source no servidor, instruímos a gerar tabelas no banco de dados a partir das classes do projeto e mostrar os scripts SQL por exemplo.

persistence.xml
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>

<persistence version="2.1"
 xmlns="http://xmlns.jcp.org/xml/ns/persistence" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance"
 xsi:schemaLocation="http://xmlns.jcp.org/xml/ns/persistence http://xmlns.jcp.org/xml/ns/persistence/persistence_2_1.xsd">

 <persistence-unit name="TestDataSource">
  <provider>org.hibernate.ejb.HibernatePersistence</provider>
  <jta-data-source>java:jboss/datasources/empresaDB_DS_mysql</jta-data-source>

  <properties>
   <property name="javax.persistence.schema-generation.database.action"
    value="none" />
   <property name="hibernate.format_sql" value="true" />
   <property name="hibernate.show_sql" value="true" />
   <property name="hibernate.hbm2ddl.auto" value="update" />
  </properties>
 </persistence-unit>
</persistence>


Entidade Funcionario

Agora que o projeto já está configurado, crie  pacote chamado entidades e nele a classe Funcionario como segue. A anotação @Entity informa ao JPA que essa classe será uma tabela no banco de dados:
@Entity
public class Funcionario implements Serializable{

 @Id @GeneratedValue(strategy=GenerationType.IDENTITY)
 private Long id; //chave primaria da tabela 
 
 private String nome;

 private Integer idade;

 private Date nascimento;

 private Double salario;
 
 //getters, setters omitidos para clareza
}

Até o momento a estrutura do nosso projeto está como na imagem:



Página JSF e Managed Bean

Crie um pacote chamado controle e nele a classe chamada FuncionarioMB e FuncionarioService, onde esta é responsável por intermediar as ações com o banco de dados (salvar, editar, excluir, etc) e aquela gerencia os eventos na interface gráfica com o usuário, neste caso a página web:

FuncionarioMB (gerencia os eventos na web page):
import java.util.List;
import javax.inject.Inject;
import javax.enterprise.inject.Model;
import javax.transaction.Transactional;
import entidade.Funcionario;

@Model
public class FuncionarioMB {

 @Inject
 private FuncionarioService funcionarioService; 
 
 private Funcionario funcionario = new Funcionario();
 private List<Funcionario> funcionarios;  
 
 //diz para o servidor wildFly abrir transação para persistir objeto no banco
 //o próprio servidor faz o commit após o método retornar
 @Transactional 
 public String salvar() {  
  funcionarioService.salvar(funcionario);
  return null;
 }
 
 public Funcionario getFuncionario() {

  return funcionario;
 }

 public void setFuncionario(Funcionario funcionario) {
  this.funcionario = funcionario;
 }

 public List<Funcionario> getFuncionarios() {
  
  //busca todos os registros na tabela e exibe
  if(funcionarios == null)
   funcionarios = funcionarioService.buscarTodos();
  
  return funcionarios;
 }
}

FuncionarioService (camada de serviço e acesso ao banco de dados):

package controle;

import java.util.List;
import javax.enterprise.inject.Model;
import javax.persistence.EntityManager;
import javax.persistence.PersistenceContext;
import entidade.Funcionario;

@Model
public class FuncionarioService {

 @PersistenceContext
 private EntityManager entityManager;
 
 public void salvar(Funcionario funcionario) {

  entityManager.persist(funcionario);  
 }
 
 public List<Funcionario> buscarTodos() {

  String query = "SELECT f FROM Funcionario f";
  return entityManager.createQuery(query).getResultList();
 }
}

Agora podemos criar a web page. No diretório src/main/webapp crie a pasta index.xhtml:
<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-transitional.dtd">
<html xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"
 xmlns:ui="http://java.sun.com/jsf/facelets"
 xmlns:f="http://java.sun.com/jsf/core"
 xmlns:h="http://java.sun.com/jsf/html">

 <h:body>
 <h:form>
  <h:outputText value="Cadastro de Funcionário" />
  <h:panelGrid columns="2">
   <h:outputText value="Nome" />
   <h:inputText value="#{funcionarioMB.funcionario.nome}" />
   <h:outputText value="Idade" />
   <h:inputText value="#{funcionarioMB.funcionario.idade}" />       
   <h:outputText value="Salário" />
   <h:inputText value="#{funcionarioMB.funcionario.salario}" >
    <f:convertNumber pattern="#0.00" locale="pt"/>
   </h:inputText>
   <h:outputText value="Data Nascimento" />
   <h:inputText value="#{funcionarioMB.funcionario.nascimento}" >
    <f:convertDateTime pattern="dd/MM/yyyy" locale="pt" />
   </h:inputText>
   <h:commandButton action="#{funcionarioMB.salvar()}" value="Salvar" />
  </h:panelGrid>
  <p/>
  Lista
  <h:dataTable value="#{funcionarioMB.funcionarios}" var="funcionario" border="1">
   <h:column>
    <h:outputText value="#{funcionario.nome}" />
   </h:column>
   <h:column>
    <h:outputText value="#{funcionario.idade}" />
   </h:column>
   <h:column>
    <h:outputText value="#{funcionario.salario}" >
     <f:convertNumber pattern="#0.00" currencySymbol="$" locale="pt"/>
    </h:outputText>
   </h:column>
   <h:column>
    <h:outputText value="#{funcionario.nascimento}" >
     <f:convertDateTime pattern="dd/MM/yyyy" locale="pt" />
    </h:outputText>
   </h:column>
  </h:dataTable>
 </h:form>
 </h:body>
</html>
Todo input de texto em aplicações web são interpretados por padrão como texto puro, dessa forma utilizamos alguns converters padrão do JSF para a adpatar os tipos de dados que não são texto, como a idade, nascimento, e salário.
Pronto. A aplicação já está pronta para rodar. Clique com o botão direito na pasta raíz da aplicação, escolha Run as, em seguida Run on Server. A aplicação será acessada na porta default do servidor, geralmente a 8080:


Insira registros válidos (como nenhuma regra de validação foi implementada, se você inserir registros inválido, a aplicação vai lançar um erro) e salve. A tabela lista os funcionário cadastrados até o momento.
A estrutura final do projeto ficou como segue:

Wednesday, October 18, 2017

DataSource no servidor WildFly utilizando JPA, JSF, Maven e Eclipse: parte 1

Aplicações Java Enterprise acessam banco de dados utilizando a API JDBC. Nela os bancos de dados são acessados usando objetos do tipo DataSource, os quais possuem uma série de propriedades que identificam o banco de dados real como a URL do servidor, o nome do banco de dados, senha, etc.

Antes de acessar o banco de dados, a aplicação precisa criar uma conexão, e um objeto DataSource funciona como um factory de conexões entre o banco e a aplicação. Quando o DataSource é gerenciado pelo servidor de aplicações, geralmente a ele é associado um JNDI, que é um nome para o datasource. Assim quando a aplicação demanda uma conexão, ela utiliza o JNDI, o servidor instancia o(s) objeto(s) DataSource e disponibilizam a conexão.

Datasources em servidores Java EE geralmente implementam o poolingque são algoritmos de instanciação de DataSources totalmente transparentes à aplicação os quais otimizam a liberação, abertura e fechamento de conexões com o banco de dados.

DataSources para o banco de dados MySQL no servidor WildFly 10

Faça download da API JDBC do MySQL (mysql-connector-java-5.1.21.jar) e, caso necessário, baixe também o servidor WildFly 10 Java EE7 Full & Web Distribution . No MySQL, crie um banco de dados chamado EmpresaBD.

No WildFly, DataSources também são chamados de módulos. Assim, para acessar o MySQL do servidor precisamos instalar um novo módulo para ele. No diretório raiz do WildFly, há a pasta modules. A partir dela crie os diretórios /com/mysql/main/ da forma que segue:

WILDFLY_HOME/modules/com/mysql/main/

Dentro da pasta main cole o driver do MySQL que você acabou de baixar e crie um arquivo chamado module.xml, o qual conterá a definição do módulo cujo nome é com.mysql. 

A variável JBOSS_HOME aponta para pasta module e os arquivos e pastas criados lá dentro serão usados para carregar o datasource quando o servidor iniciar. O conteúdo do arquivo module.xml deve ser como segue:
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<module xmlns="urn:jboss:module:1.1" name="com.mysql"> 
    <resources>
        <resource-root path="mysql-connector-java-5.1.21.jar"/>
    </resources>
    <dependencies>
        <module name="javax.api"/>
        <module name="javax.transaction.api"/>
    </dependencies>
</module>

Salve e feche o arquivo module.xml. A estrutura de diretórios que criamos então fica dessa forma:
  • WILDFLY_HOME/modules/com/mysql/main/mysql-connector-java-5.1.21.jar
  • WILDFLY_HOME/modules/com/mysql/main/module.xml

O módulo que permite acessar o MySQL do WildFly está instalado. Agora só precisamos criar o data source para o banco EmpresaDB. Para isso temos que editar o arquivo standalone.xml passando as coordenadas do banco (usuário, senha, etc.). Esse arquivo está localizado em:
  • WILDFLY_HOME/standalone/configuration/standalone.xml 
Abra esse arquivo, localize a tag <dataSources> e dentro dela cole o seguinte trecho (ajustando usuário e senha de acordo com suas configurações pessoais):
<datasource jta="true" jndi-name="java:jboss/datasources/empresaDB_DS_mysql"
 pool-name="empresaDB_DS_mysql" enabled="true">

 <connection-url>jdbc:mysql://localhost:3306/EmpresaDB</connection-url>
 <driver-class>com.mysql.jdbc.Driver</driver-class>
 <driver>mysql</driver>
 <security>
  <user-name>root</user-name>
  <password>P@ssword1</password>
 </security>

</datasource>

Ainda dentro da tag <dataSources> localize a tag <drivers> e dentro dela cole este trecho:
<driver name="mysql" module="com.mysql"/>
Repare que a tag driver aponta para o módulo que criamos. E o datasource que criamos aponta para a esta tag driver cujo nome é mysql.

Salve e feche o arquivo standalone.xml. Pronto. Inicie o servidor WildFly executando o arquivo standalone.sh (para Linux) ou standalone.bat (para Windows) localizado em WILDFLY_HOME/bin/

Acesse o console do servidor na porta 9990. Clique na aba Configurations, depois vá clicando em Subsystems, DataSources, Non-XA. Localize o datasource criado EmpresaDB_DS_mysql e teste a conexão. Conforme a imagem:



Repare que o nome que registramos, empresaDB_DS_mysql, é o que será usado na aplicação para que ela solicite ao servidor uma conexão com o banco de dados EmpresaDB.

Na parte 2 deste artigo criamos uma aplicação JavaEE que acessa o DataSource.

Referências:
ĆMIL , Michal; MATLOKA, Michal ; MARCHIONI, Francesco . Java EE 7 Development with WildFly. 2. ed. Birmingham: Packt Publishing Ltd., 2013

Access restriction: The type 'Application' is not API (restriction on required library '/usr/lib/jvm/jdk1.8.0_144/jre/lib/ext/jfxrt.jar')

Recentemente ao criar um projeto JavaFX no Eclipse, a IDE disparava uma advertência sempre que eu tentava importar algo do pacote javafx.*


Para corrigir isso, vá em propriedades do projeto. Na janela que abrir selecione Java Build Path, vá na tab libraries e expanda o item JRE System Library, conforme a imagem:


Selecione o item Access Rule e depois o botão Edit.... Na janela que abrir clique no botão Add... .Na caixa de texto Rule Pattern coloque javafx/** e na combo box Resolution escolha a opção Accessible Conforme a imagem:


Clique em OK, Apply e OK. Limpe e construa seu projeto novamente. As advertências deixam de aparecer.



Monday, October 16, 2017

Generic Lazy Loading com JSF e PrimeFaces

Lazy Loading é um padrão de projeto que atrasa o carregamento de dados na memória até o momento quando eles são estritamente necessários. Em sistemas orientados a objeto, as entidades estão sempre relacionadas umas com as outras de modo que esses níveis de relacionamento podem se extender indefinidamente dependendo do tamanho do sistema. Se a aplicação não implementa uma estratégia adequada para listar os registros em uma tabela, ela corre o risco de carregar uma quantidade absurda de dados na mémória sem necessidade, o que pode prejudicar seu desempenho.

O componente p:dataTable do framework PrimeFaces permite implementar LazyLoading de forma muito simples bastando que o desenvolvedor estenda LazyDataModel<T>, onde T é o tipo da entidade que será carregada na tabela. Por exemplo, suponha que você tenha uma entidade Pessoa, você deveria extender LazyDataModel da seguinte forma:
public class LazyTablePessoa extends LazyDataModel<Pessoa>{

   private PessoaService service;

   @Override
   public List<Pessoa> load(int first, int pageSize, String sortField, 
                               SortOrder sortOrder, Map<String, Object> filters) {

     
        List<Pessoa>listPessoa = pessoaService.getPessoas(first, first + pageSize);
        int linhas = pessoasService.countPessoas();
        setRowCount(linhas);
        return listPessoa;
    }
  //... outros métodos
}
Essa abordagem possui um problema se o projeto for crescendo e um número cada vez maior de entidades demandar lazy loading em determinadas telas. Dessa forma seria necessário implementar  LazyDataModel para cada entidade que você queira exibir. Se houver 100 entidades para listar, você terá que implementar 100 extensões de LazyDataModel, cada uma com o código praticamente idêntico!

Generic Lazy Data Table
Somente os dados exibidos são carregados na memória.

Podemos reduzir drasticamente essa quantidade de implementações criando uma única extensão genérica de LazyDataModel que atenda, digamos, 90% de todas as necessidades de exibição, ou seja, você podera ter 100 entidades no seu modelo, mas uma única implementação de LazyDataModel será suficiente para listar as entidade de acordo com o padrão lazing.

Para implementar este padrão precisamos criar:
  1. Uma DataTable genérica que extenda LazyDataModel
  2. Uma interface de serviço genérica que busque os dados. As especificações de busca para cada entidade variam de acordo com a implementação.
O diagrama de classes abaixo resume o modelo:


Implementando o diagrama

Pessoa.java
public class Pessoa {
    
    private String nome;
    private int idade;
    private Date nascimento;

    //métodos getters & setters
}

GenericService.java
public interface GenericService<T> {
    //a quantidade de registros que serão carregados
    List<T> buscaPaginada(int inicio, int fim);
    //a quantidade de registros na fonte de dados
    int countLinhas();
}
PessoaService
import java.util.ArrayList;
import java.util.Date;
import java.util.List;

public class PessoaService implements GenericService<Pessoa>{

    //representando o banco de dados
    private List<Pessoa> dataSource;
    
    public PessoaService() {

        dataSource = new ArrayList<>();
        for(int i = 0; i < 100; i++){
            Pessoa p = new Pessoa();
            p.setNome("Pessoa "+i);
            p.setIdade(i);
            p.setNascimento(new Date());
            dataSource.add(p);
        }        
    }    

    //implementação para a entidade pessoa
    //as regras podem variar de entidade para entidade...
    @Override
    public List<Pessoa> buscaPaginada(int inicio, int fim) {        

        return dataSource.subList(inicio, fim);
    }

    @Override
    public int countLinhas() {

        return dataSource.size();
    }    
}

Nossa implementação de GenericLazyDataTable. Repare que o tipo do objeto é genérico (T), ou seja, a princípio não se sabe qual é o tipo de objeto sendo buscado nem qual é o critério de busca, que
dependerá da implementação fornecida para a interface GenericService.

import java.util.List;
import java.util.Map;
import org.primefaces.model.LazyDataModel;
import org.primefaces.model.SortOrder;

public class GenericLazyDataTable<T> extends LazyDataModel<T>{
        
    private final GenericService genericService;

    public GenericLazyDataTable(GenericService genericService) {

        this.genericService = genericService;
    }

    @Override
    public List<T> load(int first, int pageSize, String sortField, SortOrder sortOrder, Map<String, Object> filters) {

        int linhas = genericService.countLinhas();
        this.setRowCount(linhas);
        return genericService.buscaPaginada(first, first + pageSize);
    }    
}

O managed bean controller da página JSF
import java.io.Serializable;
import javax.annotation.PostConstruct;
import javax.faces.view.ViewScoped;
import javax.inject.Named;

@Named
@ViewScoped
public class ManagedBean implements Serializable{
    
    private GenericLazyDataTable genericLazyDataTable;
    private GenericService genericService;    

    @PostConstruct
    public void init(){        

        genericService = new PessoaService();
        genericLazyDataTable = new GenericLazyDataTable(genericService);
    }

    public GenericLazyDataTable getGenericLazyDataTable() {

        return genericLazyDataTable;
    }        
}

E a página inicial index.xhtml

<?xml version='1.0' encoding='UTF-8' ?>
<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-transitional.dtd">

<html xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml"
      xmlns:h="http://xmlns.jcp.org/jsf/html"
      xmlns:p="http://primefaces.org/ui"
      xmlns:f="http://xmlns.jcp.org/jsf/core">
    <h:head>
        <title>Lazy Pessoa</title>
    </h:head>

    <h:body>
        <p:dataTable value="#{managedBean.genericLazyDataTable}" var="pessoa" lazy="true" rows="20" paginator="true">

            <p:column headerText="nome">
                <h:outputText value="#{pessoa.nome}" />
            </p:column>

            <p:column headerText="idade">
                <h:outputText value="#{pessoa.idade}" />
            </p:column>

            <p:column headerText="nascimento">
                <h:outputText value="#{pessoa.nascimento}" >
                    <f:convertDateTime pattern="dd/MM/yyyy" locale="pt" />
                </h:outputText>
            </p:column>

        </p:dataTable>
    </h:body>
</html>

Estrutura do projeto na IDE NetBeans 8.1 (utilizando Maven)


Tornando a implementação ainda mais genérica

É possível tornar esse modelo ainda mais genérico. Por exemplo poderíamos criar um campo Map em GenericLazyDataTable e sobrecarregar o método buscaPaginada de GenericService para definir filtros de busca. Algo como: 
private Map<String, Object> filtrosPersonalizados;

//outros campos...

//pode ser chamado pelo Managed Bean
public void adicionarFiltro(String nomeDocampo, Object tipoDoCampo) {

        filtrosPersonalizados.put(campo, object);
}

Friday, July 28, 2017

Atualizando a variável JAVA_HOME no Linux

JAVA_HOME é uma variável de ambiente que aponta um diretório JDK no seu sistema. Essa variável é utilizada como referência por vários aplicativos que usam o java para rodar. Se ela não existir ou estiver incorretamente configurada, muitos aplicativos podem não executar.

O arquivo home/.bashr contém o script the execução além de vários parâmetros para iniciar o shell bash, que é a versão mais comum em Linux para terminais de linhas de comando. Para atualizar a JAVA_HOME anexamos o camando export no final do arquivo .bashr junto com o novo valor da variável.

Suponha que você baixou a última versão do JDK, que hoje é jdk1.8.0_141, no diretório:

/usr/lib/jvm/jdk1.8.0_141/

Utilizando o editor de texto vi, abra o arquivo .bashr
vi .bashr
Adicione no final do arquivo os camandos:

export JAVA_HOME=/usr/lib/jvm/jdk1.8.0_141/
export PATH=$JAVA_HOME/bin:$PATH

No final do arquivo adicionamos o novo valor de JAVA_HOME e exportamos para o PATH
Variáveis de ambiente e de shell são definidas através do comando export. A última linha adiciona a variável JAVA_HOME na variável PATH, a qual mapeia todos os comandos reconhecidos pelo terminal shell bash.

Observação: o editor de texto vi funciona em dois modos, comando e inserção, caso você tenha alguma dificuldade, dê uma olhada aqui. Ou você também pode utilizar outro editor de texto, como o nano por exemplo.

Salve e feche o arquivo. Efetive as mudanças que você acabou de realizar no arquivo .bash utilizando o camando source:
source ~/.bashrc
Pronto! Agora imprima o valor de JAVA_HOME. A saída deve ser semelhante à do comando  java -version:
$ echo $JAVA_HOME
/usr/lib/jvm/jdk1.8.0_141
$ java -version
java version "1.8.0_141"
Java(TM) SE Runtime Environment (build 1.8.0_141-b15)
Java HotSpot(TM) 64-Bit Server VM (build 25.141-b15, mixed mode)
Seu java está atualizado.

Wednesday, July 5, 2017

Adding Commands to Linux PATH

If you know in which directory the command you want execute is, just type the path until .sh file and run it. This might be boring if the path is too long though. A more effective way is creating a script containing the whole command and add it to the environment variable PATH.

In order to know which directories are mapped by the PATH, run:
echo $PATH
A possible output is this:
/home/rafael/bin:/home/rafael/.local/bin:/usr/local/sbin:/usr/local/bin:/usr/sbin:/usr/bin:/sbin:/bin:/usr/games:/usr/local/games:/snap/bin:/usr/lib/jvm/java-8-oracle/bin:/usr/lib/jvm/java-8 oracle/db/bin:/usr/lib/jvm/java-8-oracle/jre/bin
The mapped directories are split by two points. Some directories are mapped by default. As you can see ~/bin (/home/rafael/bin) is one of these. This means that if we add some scripts in ~/bin, we will be able to run those scripts from anywhere by just prompting the file script name.

Example: Running Wildfly10 server through the PATH

Assuming your Wildfly server is located at /usr/share/wildfly-10.1.0.Final, let's add to PATH two commands, one to start the server and other to start the server client interface whose full path is /usr/share/wildfly-10.1.0.Final/bin/jboss-cli.sh.

We are just going to create one file called wildfly10 (touch wildfly10) to start the server and other called wildfly_cli (touch wildfly_cli) to run the client, each one containing the respective scripts (echo "..."). After that we give permission (chmod 755...) to make these files executable and that's all.

Starting from your home directory, type:
cd bin
touch wildfly10
echo "sudo /usr/share/wildfly-10.1.0.Final/bin/standalone.sh" > wildfly10
chmod 755 wildfly10
touch wildfly10_cli
echo "sudo /usr/share/wildfly-10.1.0.Final/bin/jboss-cli.sh" > wildfly10_cli
chmod 755 wildfly10_cli
Ready! Wildfly command is on your PATH. Let's try it:

First we start the server by prompting wildfly10

And now running the client server:

Prompting wildfly_cli from anywhere we start the client

And accessing server http port:

localhost:9990

You can add any commands you want to the PATH!